Inaugurado no dia 14 de novembro, o primeiro Museu de Arte Indígena
(MAI), o primeiro museu do Paraná dedicado exclusivamente
a produção artística dos índios brasileiros,
localizado em Clevelândia, no sudoeste do Estado.
O espaço
é fruto do trabalho da pesquisadora Julianna Rocha Podolan
Martins, que durante 12 anos estudou e pesquisou através
de expedições, a cultura indígena brasileira.
Segundo ela, o Museu é formado por uma coleção
particular de 500 peças que mostram a história destas
tribos, muitas delas ainda pouco conhecidas pelo homem branco. Dentre
as tribos representadas no acervo, encontram-se as paranaenses Kaingangue
e Guarani.

A arte plumária das mais diversas
tribos indígenas, artesanato, como cerâmica e máscaras
(foto: Divulgação)
Em suas inúmeras viagens pelos estados do Mato Grosso e Mato
Grosso do Sul Julianna decidiu sair do convencional: quis conhecer
tribos indígenas e tudo o que era produzido por elas. “Eu
fui aos poucos comprando alguns materiais e isso foi se tornando
uma paixão. Aos poucos, fui sendo convidada para expor meu
material em outras cidades e percebi que o que tinha era de um grande
valor”, explica a pesquisadora, que mora em Clevelândia.
A proposta
do Museu de Arte Indígena é resgatar mais do que a
cultura indígena: é expor a raiz brasileira em forma
de exposição. “Temos que valorizar o que é
nosso e o índio é o gênesis do brasileiro. Temos
que entender que a nossa identidade cultural é mais importante
para a nossa formação do que copiar músicas
e arte que vem de fora”, lembra Julianna.
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