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| Gestor
cultural, o profissional do futuro |
- Vamos
desenvolver a produção e a gestão cultural?
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Neste
texto, minha intenção era provocar as pessoas para
que parassem de reclamar que não tínhamos bons produtores,
pois soava como aquela reclamação pessimista e destrutiva
de que o Brasil nunca ia mudar. O Brasil mudou e o mercado da
produção cultural mudou também
- [LEIA
MAIS]
- Profissão
Cultura
- A
atividade cultural é composta por uma diversa e abrangente
cadeia produtiva, com funções e especificidades
próprias. Cada um desses agentes possui um papel distinto,
complementar e fundamental na composição de um setor
cultural rico e produtivo, que contribua para o desenvolvimento
social e econômico do país. [LEIA
MAIS]
- Financiamento
à cultura
[LEIA
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- Alfredo
Manevy o novo Ministro da Cultura -[LEIA
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- Como
educar pessoas para Produção Cultural? -[LEIA
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- O
fim de um movimento que não para - [LEIA
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- "Amanhã
vai ser outro dia..." - A Nova Lei Rouanet - .[LEIA
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- Barretão
não conhece o Festival da Lapa -
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- “Projeto
de reformulação não existe”
- - [LEIA MAIS]
- Mais
Cultura Viva? -
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-
Lula
e a horizontalização da cultura brasileira
-
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- Gaza
e outras ocupações de consciência
.[LEIA
MAIS]
- Para
não amargar a crise mundial, use cultura nacional
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MAIS]
- O
Fortalecimento das Associações de Fruidores da Cultura
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MAIS]
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Por Leonardo Brant
Extraído do site Cultura e Mercado
Estamos
falando de um dos mercados mais potentes do mundo e um dos que
mais cresce e se revigora a cada dia. De algo tão necessário
ao ser humano como comer e respirar. De uma atividade que dá
sentido ao ser humano, significa sua vida e projeta seu futuro.
Além dos mercados tradicionais, supostamente em crise,
como o cinema, a indústria fonográfica e editorial,
atropeladas pelo advento das tecnologias de informação
e comunicação, surgem a cada dia novas formas de
significar a presença do ser humano na Terra, de criar
utopias, planos de futuro, ou simplesmente de amenizar o sofrimento
de quem ainda não encontrou sua autonomia em relação
ao próprio imaginário.
Os códigos culturais antes dominados por impérios,
igrejas, estados autoritários e grandes corporações
estão cada vez mais ao alcance de todos nós. A teia
que se forma em torno dos elementos culturais, diversos, controversos,
livres, colaborativos e, ao mesmo tempo, controlados, sistematizados,
formatados, lineares, é cada vez mais complexa. Exigem
dos terráqueos contemporâneos uma capacidade de decodificação,
síntese e diálogo constantes.
O
gestor cultural se habilita a esse exercício constante,
com um diálogo permanente entre as formas mais lineares
e alienantes do conhecimento e as mais revolucionárias
maneiras de criação e conexão com os universos
paralelos do sentido. Um diálogo que possibilita, ao mesmo,
implodir e reforçar os sistemas estabelecidos de poder.
Um profissional detentor de uma chave mestra, capaz de promover
a livre expressão e arbítrio, e de revelar os sistemas
de cerceamento de conhecimento, opinião e expressão,
aptos a afugentar os medíocres, robotizando-os em lógicas
binárias e sistemas bancários.
Antes de qualquer coisa, um profissional pautado pela ética.
Não necessariamente pautado pelo bem, mas um bom conhecedor
do mal que há dentro de si.
Algumas características são marcantes nesse profissional,
que ganha espaço a cada dia não somente nos mercados
tradicionais de cultura e comunicação, mas em várias
esferas da sociedade. São elas:
• A constante reflexão em relação a
tudo o que faz.
• Alto poder de aplicabilidade daquilo que pensa naquilo
que faz.
• Participa da vida política, articula e trabalha
em rede.
• É familiarizado com a língua e a lógica
do mercado.
• Subverte a lógica do mercado, propondo novas formas
de superação.
• É empreendedor e criativo.
É
claro que estou idealizando este profissional, mas ao mesmo tempo
reconheço-o em corpo presente nos corredores dos inúmeros
empreendimentos culturais com que tenho contato pelo Brasil e
pelo mundo afora.
Alguém que, como o artista, se prepara como nenhum outro
para lidar com as incertezas de um tempo que colhe os frutos do
desenvolvimento tecnológico e da ciência, mas ao
mesmo tempo paga a conta da irresponsabilidade para com seus pares,
seu planeta e com a vida.

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